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Notícias de Marketing 7 min de leitura

Google testa anúncios no AI Mode com Inteligência Pessoal: o que muda

Caê Nonaka

Caê NonakaFundador e CEO da Nonaka

O AI Mode é a aba de conversa com IA dentro da busca do Google. Quem usa a Inteligência Pessoal recebe respostas mais sob medida, porque o Google pode consultar o histórico de buscas e, se a pessoa permitir, informações do Gmail e do Google Fotos. Agora essa experiência também passa a ter anúncios em teste. Para quem anuncia no Google, isso aponta para onde a busca está indo: menos lista de links e mais resposta personalizada, com espaço pago no meio.

O que o Google anunciou sobre anúncios no AI Mode?

O Google disse ao Search Engine Land, em 16 de outubro de 2026, que está "começando a testar anúncios no AI Mode na Busca para usuários que conectam seus apps pela Inteligência Pessoal". A informação foi repercutida pelo Search Engine Roundtable em 19 de outubro.

O ponto importante é a mudança de posição. Em março de 2026, o Google tinha afirmado que quem conectasse os apps não veria anúncios nessa experiência. Anúncios no AI Mode já existiam para outros usuários. O que mudou é que agora eles também aparecem, em teste, para quem ativou a Inteligência Pessoal.

O que é a Inteligência Pessoal e quem tem acesso?

A Inteligência Pessoal é um recurso do AI Mode que usa as buscas e atividades salvas no histórico do usuário e, se ele conectar, informações do Gmail e do Google Fotos para personalizar as respostas. Segundo a central de ajuda do Google, é preciso:

  • ter 18 anos ou mais;
  • estar conectado a uma conta pessoal do Google;
  • ter as recomendações personalizadas ativadas;
  • conectar os apps de conteúdo do Google de forma ativa.

A mesma página lista o Brasil entre os países atendidos, com suporte a português do Brasil. A conexão com o Google Agenda, por enquanto, só existe nos Estados Unidos e em inglês. Já sobre o teste de anúncios, o Google não informou em quais países ele está rodando. Então não dá para afirmar que os anúncios com Inteligência Pessoal já aparecem para usuários no Brasil.

Os anúncios vão usar o meu Gmail?

Não diretamente, segundo o Google. A central de ajuda diz que os anúncios "não serão baseados diretamente" na caixa do Gmail nem na biblioteca do Google Fotos. Mas a busca pode usar resumos, trechos e inferências dessas fontes para personalizar a experiência, e essas mesmas informações podem ser usadas para mostrar anúncios.

PerguntaO que o Google dizO que isso significa para quem anuncia
O anunciante acessa o Gmail do usuário?NãoNão existe "segmentar por e-mail recebido"
O anúncio usa o conteúdo direto do Gmail ou do Fotos?Não diretamenteO sinal é indireto, por inferências
Inferências dos apps conectados podem influenciar o anúncio?SimO Google entende melhor o contexto de quem pergunta
Há anúncio personalizado por raça, religião, orientação sexual ou saúde?NãoCategorias sensíveis seguem fora
O usuário pode desconectar os apps?Sim, a qualquer momentoO público com Inteligência Pessoal pode variar
Existe configuração ou relatório separado para o anunciante?Não foi anunciadoNão há botão para ligar ou desligar esse tráfego

Segundo o Google, os anúncios continuam relevantes para a pergunta, para o contexto da resposta gerada e para os interesses do usuário.

O que muda na prática para quem anuncia no Google?

Por enquanto, muda pouco no painel e muito na lógica. O Google não anunciou nenhuma configuração nova, ajuste de lance ou relatório específico para esse tráfego. Ou seja, você não precisa (nem consegue) fazer nada técnico para "entrar" nesse teste.

O que muda é o tipo de busca que vai gerar anúncio. Uma pessoa que pergunta ao AI Mode algo como "o que levar na viagem que eu marquei" recebe uma resposta montada com base no que o Google sabe sobre ela. O anúncio que aparece ao lado depende de o Google entender bem o seu produto e a quem ele serve. Isso favorece quem tem:

  • site claro, com produto, preço e condições bem explicados;
  • campanhas com sinais de conversão corretos, para o Google saber quem compra de verdade;
  • anúncios e páginas que respondem a perguntas reais, e não só repetem palavra-chave;
  • criativos variados, porque formatos dentro de respostas de IA podem exigir textos e imagens diferentes.

O que fazer agora, passo a passo?

Como é um teste e sem país confirmado, o mais sensato é preparar a base, sem mexer em verba por causa da notícia.

  1. 1Revise a medição. Confirme que as conversões do Google Ads registram o que vira venda (formulário enviado, WhatsApp iniciado, compra), e não só cliques.
  2. 2Atualize o site. Produto, serviço, preço ou faixa de preço, área de atendimento e diferenciais em texto claro. A IA lê o site para entender o que você vende.
  3. 3Escreva para perguntas. Monte títulos e descrições que respondam dúvidas do cliente ("quanto tempo leva", "para quem serve"), além dos termos de busca tradicionais.
  4. 4Acompanhe os termos e as superfícies. Fique de olho nos relatórios do Google Ads para ver se aparecem dados novos de AI Mode na sua conta.
  5. 5Não aumente verba por moda. Escale só o que os números confirmarem, como em qualquer novidade.

Se você ainda tem dúvida sobre como estruturar campanhas de pesquisa, veja o guia de Google Ads para pequenas e médias empresas.

Quais são os riscos e cuidados?

O risco principal é medir errado. Se o anúncio começa a aparecer em respostas de IA e a sua medição está incompleta, o algoritmo otimiza para quem clica, e não para quem compra. Outro ponto é a percepção do consumidor: parte das pessoas pode estranhar anúncios ligados a uma experiência que usa dados pessoais. Anúncio agressivo ou enganoso nesse contexto tende a pegar mal.

E vale lembrar que o Google mudou de posição em poucos meses. Planejar a estratégia inteira em cima de um teste é arriscado. O certo é ter uma operação que funcione bem em qualquer formato de busca.

Como a Nonaka faz na prática

Na Nonaka, as campanhas de Google Ads são montadas na etapa de Tráfego Estratégico depois de uma Criação Sniper que inclui página, criativos e eventos de conversão. A ideia é que a plataforma aprenda com vendas reais, e não com clique, o que fica ainda mais importante quando o anúncio passa a aparecer dentro de respostas de IA. Veja como funcionam os nossos criativos e anúncios.

Novidades como essa entram na reunião mensal com o cliente, junto com a análise dos melhores anúncios, e só viram mudança de verba quando os números confirmam. Para entender por que a medição vem antes da escala, leia sobre eventos de conversão.

Perguntas frequentes

O Google já mostra anúncios no AI Mode?

Sim, o Google já testava anúncios no AI Mode. A novidade de outubro de 2026 é que o teste passou a incluir usuários que ativaram a Inteligência Pessoal, experiência que antes o Google tinha dito que ficaria sem anúncios.

Os anunciantes vão ter acesso ao Gmail das pessoas?

Não. O Google afirma que os anunciantes não têm acesso aos apps conectados e que os anúncios não são baseados diretamente no Gmail ou no Google Fotos. Resumos e inferências desses apps, porém, podem influenciar quais anúncios aparecem.

Os anúncios com Inteligência Pessoal já aparecem no Brasil?

O Google não informou em quais países o teste está rodando. A Inteligência Pessoal está disponível no Brasil, em português, segundo a central de ajuda, mas isso não confirma que os anúncios nesse contexto já aparecem aqui.

Preciso mudar alguma configuração no Google Ads?

Não há configuração nova anunciada. O que vale a pena é revisar a medição de conversões, a clareza do site e os textos dos anúncios, porque é isso que ajuda o Google a mostrar a sua empresa nas respostas certas.

Dá para impedir que meus anúncios apareçam no AI Mode?

O Google não anunciou um controle específico para esse teste com Inteligência Pessoal. Se isso for liberado, deve aparecer nas configurações da campanha, então acompanhe as atualizações oficiais do Google Ads.

Próximo passo

Se você quer saber se as suas campanhas de Google estão prontas para uma busca mais conversada e personalizada, comece por uma análise da operação. Quero meu diagnóstico

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